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quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Obra Milionária de Picasso será sorteada Mundialmente

 



Arte, sorteios e solidariedade: quando uma obra de Picasso financia a saúde

A relação entre arte e valor sempre despertou fascínio. Obras-primas atravessam séculos, acumulam significados simbólicos, históricos e financeiros, e normalmente ficam restritas a museus ou a coleções privadas de altíssimo padrão. No entanto, ocasionalmente, surgem iniciativas que rompem esse padrão e aproximam a grande arte do público — não apenas como contemplação, mas como instrumento de transformação social.

É exatamente esse o caso de um sorteio internacional que envolve uma obra original de Pablo Picasso, avaliada em milhões, e que tem como objetivo principal arrecadar fundos para pesquisa científica na área da saúde, especialmente voltada a doenças neurodegenerativas como o Alzheimer.

Uma obra de Picasso fora do circuito tradicional

O trabalho em questão, Tête de femme (1941), foi criado durante um período marcante da trajetória de Picasso, em meio às tensões da Segunda Guerra Mundial. Como muitas obras do artista, carrega não apenas valor estético, mas também histórico e emocional. Em condições normais, uma peça como essa circularia exclusivamente em grandes casas de leilão ou permaneceria inacessível ao público comum.


Tête de femme (1941)


O que torna essa iniciativa singular é o formato escolhido: em vez de um leilão convencional, optou-se por um sorteio internacional, no qual qualquer pessoa pode participar adquirindo um bilhete por um valor relativamente acessível quando comparado ao preço real da obra.

Arte como ferramenta de financiamento coletivo

O modelo do sorteio une dois universos que raramente dialogam de forma tão direta: o mercado da arte de alto valor e o financiamento coletivo para causas sociais. Ao democratizar o acesso à possibilidade de adquirir uma obra icônica, a iniciativa amplia exponencialmente o alcance da arrecadação.

Cada bilhete vendido contribui diretamente para fundos destinados à pesquisa em saúde, reforçando a ideia de que a arte pode ir além do campo simbólico e atuar de maneira prática na construção de soluções para problemas reais da sociedade.

Impacto social e responsabilidade cultural

Mais do que a possibilidade de ganhar uma obra milionária, o projeto provoca uma reflexão importante: qual é o papel social da arte hoje?

Historicamente, a arte sempre esteve ligada ao poder, à religião e às elites econômicas. Contudo, movimentos contemporâneos vêm ressignificando esse lugar, mostrando que obras e artistas podem atuar como agentes de impacto social, educação e conscientização.

Nesse contexto, o sorteio de uma obra de Picasso não diminui seu valor — pelo contrário, amplia seu significado. A peça passa a carregar não apenas a assinatura de um dos maiores artistas do século XX, mas também a marca de uma ação solidária, coletiva e global.

Entre o acaso e a consciência

O sorteio introduz o elemento do acaso, algo aparentemente distante do universo controlado dos grandes leilões. Ainda assim, o gesto de participar deixa de ser apenas uma aposta e se transforma em um ato consciente de apoio à ciência e à saúde.


Mesmo para quem não recebe a obra, permanece o impacto: recursos arrecadados, pesquisas financiadas e uma narrativa poderosa sobre como a arte pode atravessar fronteiras — físicas, econômicas e simbólicas.

Arte que ultrapassa o objeto

Iniciativas como essa reforçam uma visão cada vez mais necessária: a de que a arte não se encerra no objeto final. Ela vive nas conexões que cria, nas perguntas que levanta e nas transformações que provoca.

Quando uma obra de Picasso se torna meio para financiar pesquisas médicas, ela deixa de ser apenas um ícone do passado e passa a atuar diretamente na construção do futuro.

Talvez essa seja uma das expressões mais potentes da arte contemporânea: não apenas representar o mundo, mas ajudar a transformá-lo.

O sorteio acontecerá no dia 14 de Abril de 2026 pela casa de leilões Christie's

Caso tenha interesse em participar do sorteio clique no link abaixo:

COMPRAR BILHETE

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2025

Refik Anadol: A Arte do Futuro Criada com Inteligência Artificial



A interseção entre arte e tecnologia nunca esteve tão presente quanto na obra do artista e pioneiro da arte digital, Refik Anadol. Conhecido por suas impressionantes instalações visuais, Anadol transforma dados e algoritmos de inteligência artificial (IA) em verdadeiras experiências sensoriais. Seu trabalho explora a memória coletiva e a percepção humana por meio de representações dinâmicas, que transcendem os limites da arte tradicional.

A Revolução da Arte com Inteligência Artificial

Refik Anadol utiliza redes neurais e aprendizado de máquina para criar composições visuais únicas. Seu processo envolve a coleta de grandes volumes de dados – desde registros climáticos até informações de museus e cidades – e sua conversão em formas e texturas dinâmicas. A IA, treinada para interpretar esses dados, gera padrões e estruturas visuais que, posteriormente, são organizadas pelo artista em narrativas fluidas e imersivas.

Com isso, Anadol desafia a concepção tradicional de criação artística. Suas obras não são apenas pinturas ou esculturas, mas sim paisagens digitais que capturam a essência da informação e a transformam em arte.






Obra Leiloada por Criptomoeda

O impacto de Refik Anadol no mundo da arte digital atingiu um marco histórico quando uma de suas obras foi leiloada e arrematada com criptomoedas. A peça intitulada Machine Hallucinations foi vendida por valores impressionantes, mostrando o potencial dos tokens não fungíveis (NFTs) na arte contemporânea. O uso da blockchain não apenas garantiu a autenticidade e exclusividade da obra, mas também reforçou a viabilidade da arte digital como um investimento valioso.

Esse evento marcou um novo paradigma para o mercado artístico, evidenciando que a tecnologia blockchain e os criptoativos podem proporcionar novas possibilidades para artistas e colecionadores em todo o mundo.



Projetos Visionários

Refik Anadol não se limita às galerias ou leilões. Ele já colaborou com instituições renomadas, como a NASA, a Google e grandes museus internacionais. Seus projetos exploram desde a memória das cidades até simulações de sonhos gerados por inteligência artificial.

Um dos seus trabalhos mais icônicos, WDCH Dreams, foi uma colaboração com a Orquestra Filarmônica de Los Angeles. A obra utilizou mais de 45 terabytes de arquivos sonoros e visuais do acervo da orquestra para criar uma experiência audiovisual única projetada na fachada do Walt Disney Concert Hall.

Além disso, seu projeto Quantum Memories, exposto na National Gallery of Victoria, utilizou dados quânticos processados por IA para criar imagens e animações que desafiam a percepção do real e do digital.

Entrevista Exclusiva para o Google

Refik Anadol também foi destaque em uma entrevista exclusiva para o Google, onde discutiu sua abordagem inovadora e o papel da inteligência artificial na arte. Durante a conversa, ele explicou como a IA pode ser uma ferramenta criativa e colaborativa, expandindo as fronteiras da imaginação humana.

Ele destacou ainda a importância da experimentação e da tecnologia como elementos essenciais para a evolução da arte no século XXI. Segundo Anadol, a inteligência artificial não substitui o artista, mas sim amplia suas possibilidades, permitindo a criação de novas formas de expressão visual.

Confira a entrevista:


Refik Anadol está na vanguarda da revolução digital na arte, provando que a inteligência artificial pode ser uma ferramenta poderosa na criação artística. Suas obras imersivas, seus projetos inovadores e sua inserção no mercado de NFTs consolidam sua posição como um dos artistas mais visionários da atualidade.

A fusão entre arte e tecnologia que ele promove não apenas redefine o conceito de criatividade, mas também abre caminho para novas possibilidades na forma como consumimos e interpretamos a arte. O futuro da arte já começou, e Refik Anadol está na linha de frente dessa transformação.

Aqui neste link você poderá ver mais trabalhos do artista Refik Anadol:

👉  https://refikanadol.com/works/


segunda-feira, 6 de setembro de 2021

Obra "Menina com Balão" de Banksy será novamente leiloada

Agora rebatizada de "Love is in the Bin" é uma intervenção artística de 2018 por Banksy na Sotheby's London, com uma inesperada autodestruição de sua pintura de 2006 de "Girl with Balloon" imediatamente após ter sido vendida em um leilão por um recorde de £ 1.042.000 equivalente a R$ 7.540.000,00. De acordo com a Sotheby's, é "a primeira obra de arte da história criada ao vivo durante um leilão".

 A pintura está em empréstimo permanente para a Staatsgalerie Stuttgart desde março de 2019.

 A pintura voltará a ser leiloada dia 14 outubro de 2021, com um preço de venda estimado de £ 4 a £ 6 milhões de libras (28 a 43 milhões de reais).

Veja aqui a reportagem referente a intervenção artística de 2018. 










sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

Jair Bolsonaro na Tela de Romero Britto

Fonte: https://www.instagram.com/flaviobolsonaro/?hl=pt-br

Pintar quadros de celebridades e famosos é uma das práticas do Artista plástico brasileiro Romero Britto. Radicado em Miami na Flórida - Estados Unidos, finaliza a pintura do atual presidente do Brasil Jair Bolsonaro. “Arte no forno” diz nas redes sociais Flavio Bolsonaro filho de Jair Bolsonaro. Flávio em viagem na Flórida visitou o estúdio de Romero, registrou e publicou a obra ainda em fase de finalização, o que repercutiu varias mensagens prós e contras nas redes em relação a imagem do presidente.

Dentre os famosos que viraram obra de arte por Romero Britto podemos citar os seguintes:

Barack Obama e sua esposa Michelle Obama
Dalai-Lama
Dilma Rousseff
Elton John
Hillary Clinton
Leonardo Dicaprio
Madonna
Michael Jackson
Naldo Benny
Príncipe Willian e Kate Middleton
Rainha Elizabeth II
Shakira



sábado, 5 de outubro de 2019

Obra de Banksy com macacos no parlamento britânico foi leiloada em mais de 50 milhões.


"Devolved Parliamente" obra arrematada em R$ 50.306.129
Fonte Sotheby's: https://www.sothebys.com/en/



A monumental pintura a óleo de Banksy da Câmara dos Comuns oferece uma visão premonitória da face cada vez mais tumultuada da política na Grã-Bretanha contemporânea. Abrangendo impressionantes 4,46 metros de comprimento, esta é a maior tela conhecida do artista de rua anônimo cuja prática subversiva lhe concedeu uma reputação de infâmia tanto quanto de renome mundial. Mordidamente satírico por natureza, a presente pintura descreve o santuário interno da política britânica; No entanto, em vez de debater os deputados, a Câmara dos Comuns está aqui cheia de chimpanzés numa cena de caos e loucura. A obra foi executada há uma década e exibida pela primeira vez na inovadora exposição Banksy versus Bristol Museum, que ocorreu no Bristol Museum & Art Gallery em 2009, atraindo famosamente mais de 300.000 visitantes. Tempo de perguntas intitulado Na época do show, a pintura foi retrabalhada pelo artista e, mais recentemente, retocada. Uma vez acesas, as lâmpadas dos Comuns foram apagadas por Banksy, enquanto a banana virada para cima de um macaco em primeiro plano agora está voltada para baixo; sobre esses e outros ajustes sutis, a pintura também tem um novo nome: Parlamento Devolvido. Exibido sob este título, o presente trabalho voltou aos holofotes em uma exibição oportuna no museu de Bristol, que estreou pouco antes de 29 de março: a data originalmente destinada a marcar a saída da Grã-Bretanha da União Europeia. O chamado Dia do Brexit, o adiamento repetido desta data, mais recentemente até 31 de outubro, torna o Parlamento Devolvido profético e humorístico de Banksy cada vez mais pertinente.

Nascido e criado em Bristol, Banksy alcançou um status agora lendário que oscila entre aclamação e notoriedade por seu estilo distinto de arte satírica de rua e grafite. Seu trabalho é rico em humor sombrio e freqüentemente legendado com epigramas subversivos que fornecem comentários pejorativos sobre aspectos sociopolíticos da vida contemporânea. Buscando perturbar e perturbar o status-quo através de sua prática interrogativa e anti-establishment, Banksy resumiu sua própria missão com o ditado: "A arte deve confortar os perturbados e perturbar os confortáveis" - uma versão moderna da mudança de atitude. a declaração do satirista americano Finley Peter Dunne, do século XX, de que o dever de um jornal é "confortar os aflitos e afligir os confortáveis" (Finley Peter Dunne citado em: Dean P. Turnbloom, Ed., Prémios de Cartoons Políticos: 2010 Edition, Gretna 2010 146). Ao longo de sua carreira, a arte de Banksy foi freqüentemente descartada como grosseira ou superficial; apesar disso, seu trabalho pode ser visto em uma história rica e venerável da paródia política. Dos satíricos pictóricos britânicos do século XVIII, incluindo Thomas Rowlandson, James Gillray e, é claro, o grande William Hogarth, até os escritos alegóricos de George Orwell, cujo romance revolucionário Animal Farm utilizou similarmente o simbolismo zoológico para criticar a sociedade moderna e por aí fora. para os cartunistas políticos de hoje, o melhor trabalho de Banksy está situado dentro de uma tradição estimada de elevar um espelho implacável e iluminador para o mundo.

O setor político há muito desperta os interesses dos fornecedores de história do mundo. De fato, dentro do cânone da história da arte, pintores como Hogarth tentaram expor a controvérsia subjacente, a corrupção e o caos que estavam no coração da política britânica antes da Grande Lei de Reforma de 1832. Em seu assunto moral moderno, em quatro partes, os humores de uma eleição (1755), Hogarth retrata, de forma senciente, os muitos vícios em jogo durante a tela eleitoral de 1754 dos partidos Whig e Tory. Na primeira pintura da série, An Election Entertainment, uma cena não muito diferente do Parlamento Devolvido de Banksy: a tela está cheia de personagens em um jantar na taverna organizado pelos candidatos Whig que, obscenos e embriagados, estão envolvidos em uma litania de leis sem lei comportamento. Do suborno à gula, da violência ao total embriaguez, a cena degenerativa é comicamente irônica. Adquirindo um sentimento análogo, o Parlamento Devolvido de Banksy insinua uma deterioração da ordem lógica na política moderna. Espreitando e zombando das arquibancadas, a tropa de macacos parlamentares na distopia hiper-real de Banksy parece virar a Teoria da Evolução de Darwin de cabeça para baixo. Como o artista observou com humor caracteristicamente seco: “Você pinta 100 chimpanzés e eles ainda o chamam de artista guerrilheiro” (Banksy citado em: Caroline Goldstein, 'Banksy está dando à sua pintura de chimpanzés superando o parlamento uma aparência especial para marcar o “dia do Brexit ”, Artnet News, 29 de março de 2019, online).


Fonte Sotheby's: https://www.sothebys.com/en/


O chimpanzé aparece como um motivo recorrente na obra de Banksy desde 2002, quando o artista produziu um trabalho de grafite com seis metros de comprimento intitulado Laugh Now. O trabalho mostra uma fileira de macacos subservientes vestindo aventais, alguns dos quais com a inscrição "Ria agora, mas um dia estaremos no comando". Desde então, tornou-se uma das imagens mais icônicas e amplamente divulgadas de Banksy, sendo manchete em 2008, quando a obra de arte original foi vendida com sucesso em leilão, quebrando o recorde do artista na época. Uma homenagem a este trabalho anterior, o Parlamento Devolvido apresenta a forte realização desta premonição. Como Banksy declarou ironicamente em sua conta no Instagram, após a recente exposição do Parlamento dos Devolutos, dez anos depois de sua execução: "Ria agora, mas um dia ninguém estará no comando". Só podemos esperar que a clarividência aparentemente astuta do artista não nos leve tão longe. Considerando a prática madura de Banksy, o autor Patrick Potter afirmou: “Essas imagens podem ser realmente impressionantes. Eles evoluíram do tipo de carnaval dos desenhos animados do exército animal de Banksy para a ironia controlada, projetada para revelar a tolice escondida à vista dos valores da nossa sociedade ”(Patrick Potter, Banksy: você é um nível aceitável de ameaça e se não estivesse você saberia disso, Durham 2012, np). Certamente, prestado em grande escala que rivaliza com as grandes pinturas históricas da era neoclássica, o presente trabalho aponta para o pandemônio animalesco da política global nos últimos anos.

Fonte Sotheby's: https://www.sothebys.com/en/

domingo, 7 de outubro de 2018

Obra de Banksy leiloada em 5 Milhões é autodestruída

 Fonte: CNN Style (https://edition.cnn.com/style)


Na noite de sexta-feira (05/10) o misterioso artista britânico Banksy se tornou o foco de todos os canais de arte do mundo. O mesmo que em 2015 criou o Parque temático familiar "Dismaland" inadequado para crianças o qual mostra a versão satírica da Disney, neste ano surpreendeu a todos com sua obra autodestrutiva "A Menina Com Balão" após ter sido leiloada em mais de 5 Milhões (R$) pela Sotheb's.


O grafiteiro de rua, famoso por suas obras com críticas sociais e políticas, colocou uma delas à venda em um leilão na famosa Sotheby's, em Londres. Quando o estêncil batizado de A Menina com Balão foi arrematado por 1,4 milhão de libras, um dispositivo eletrônico foi acionado no quadro e o desenho foi picotado por um cortador de papel escondido dentro da moldura.




A casa de leilão inglesa publicou um texto em seu site falando que o "inesperado incidente se tornou instantaneamente" um feito na história mundial da arte e que esta foi a primeira vez que um trabalho se autodestruiu automaticamente após ser leiloado.

A Sotheby's não revelou quem comprou a peça de arte antes de ela ser picotada e ainda não se sabe se o valor do lance terá que ser pago. Branczik disse ao jornal Financial Times que ainda estava tentando "entender" o que o incidente significa.

"Ainda estamos tentando entender o que isso significa no contexto do leilão." Nas redes sociais, algumas pessoas especulam que a "pegadinha" poderá ter o efeito de aumentar o valor da obra.

John Brandler, diretor das galerias de arte Brandler Art Galleries, descreveu episódio de "absolutamente brilhante". Segundo ele, quanto mais publicidade uma obra recebe, mais valiosa ela tende a se tornar.

Até hoje a verdadeira identidade de Banksy não é conhecida. Em 2017, Menina com Balão, que originalmente foi pintada num muro no leste de Londres, foi votada a obra predileta do Reino Unido.
Banksy começou a ficar famoso no fim dos anos 90 por causa de uma série de grafites em Bristol, local que pode ser sua cidade natal. Depois, suas obras se espalharam pelo país.

Atualmente, seus trabalhos podem ser vistos também em ruas de Los Angeles e Nova York e até no muro que separa a Palestina de Israel. Suas obras são conhecidas pelas críticas políticas e sociais, muitas vezes repletas de sarcasmo. Ele também faz ações performáticas marcantes, como quando colocou um boneco inflável vestidos como um prisioneiro de Guantânamo no meio da Disneylândia, em Los Angeles.

Fontes: http://www.bbc.com/ e https://edition.cnn.com/style

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Exposição: A Arte da metaloplastia


Um acervo de 12 obras compõe a Mostra " A Arte da Metaloplastia", aberta ao público nos dias úteis de 01/08 a 08/08 das 8:00 às 22:00 hs no Centro Empresarial Social e Cultural de Brusque- CESCB. As obras estarão à venda durante a exposição.

Transpassar os limites do desenho em duas dimensões para a tridimensionalidade no mesmo plano, uma ideia que vem sendo moldada  desde a infância. A exposição abrange a técnica da Metaloplastia onde as imagens são esculpidas em laminas de metal. Estas imagens representam crenças, reflexões e fatos históricos moldados utilizando a solidez e a imponência do metal com o objetivo de Resgatar imagens de acontecimento que marcaram história. Algumas obras convidam o espectador voltar aos tempos remotos onde as obras eram esculpidas em metal forjado, faz o espectador se fundir ao passado insinuando uma reflexão com o presente. Disseminando conhecimento histórico e cultural para a sociedade.

Venha fazer uma visita!

quarta-feira, 19 de julho de 2017

O Vaticano descobre novas pinturas por Raphael escondido em uma visão simples em suas paredes

A alegoria da Justiça, de Raphael.

Especialistas descobriram que o modelo renascentista italiano Raphael teve um papel fundamental na pintura da Sala de Constantino nos apartamentos papais depois de uma restauração, evidenciando claramente a mão do mestre. Já se pensava que a magnífica sala de recepção foi pintada pela oficina do artista depois que o Raphael esboçou em linhas gerais, como o artista teria morrido antes da sua conclusão. Não é assim, os conservadores do Vaticano agora acreditam.

As Salas de Rafael (Stanze di Rafael) são um grupo de quatro aposentos decorados entre 1508 e 1524 pelo grande pintor renascentista Rafael Santi (ou Sanzio) e seus auxiliares, sob encomenda do Papa Júlio II – o mesmo que encomendou os afrescos da Capela Sistina a Michelangelo:


A Sala de Constantino era reservada para recepções e cerimônias oficiais, e foi completada somente após a morte de Rafael por seus discípulos, com os desenhos preparatórios deixados por ele. Seu nome deriva de Constantino, que reconheceu o cristianismo e o livrou das perseguições. Os painéis ilustram quatro episódios do triunfo da fé cristã: “A visão da Cruz”, “A Batalha de Constantino contra Maxêncio”, “O Batismo de Constantino” e “A Doação de Constantino”. A decoração é completada por retratos de papas e figuras alegóricas. O teto foi pintado por Tommaso Laureti.

Citando um vídeo do YouTube publicado pelo escritório de imprensa do Vaticano, o jornal italiano La Stampa informou que as figuras femininas alegóricas das virtudes da amizade e da justiça são de fato o trabalho de Raphael.

"Ao analisar a pintura, percebemos que é certamente pelo grande mestre de Raphael", disse o restaurador Fabio Piacentini. "Ele pintou em óleo na parede, que é uma técnica realmente especial. A limpeza e remoção de séculos de restaurações anteriores revelou as características pictóricas típicas do mestre ".


Arnold Nesselrath, historiador de arte e chefe de pesquisa técnica e científica nos Museus do Vaticano, acrescentou: "Sabemos de fontes do século 16 que Raphael pintou duas figuras nesta sala como testes na técnica do óleo antes de morrer. De acordo com as fontes, essas duas figuras pintadas a óleo são de uma qualidade muito maior que as que as cercam ".

"Raphael foi um grande aventureiro na pintura e sempre tentou algo diferente", explicou. "Quando ele entendeu como algo funcionou, ele procurou um novo desafio. E então, quando chegou na maior sala do apartamento papal, ele decidiu pintar esta sala em óleo, mas conseguiu pintar apenas duas figuras, e seus alunos continuaram no método tradicional, deixando apenas essas duas figuras como autógrafos de O mestre."

Em 1509, Raphael foi encarregado de pintar quatro salas nas residências papais, agora conhecidas como Salões Raphael. A Sala de Constantino - a maior - retrata quatro episódios da vida do primeiro imperador romano para reconhecer a fé cristã e conceder liberdade de culto. As pinturas retratam a derrota do paganismo e o triunfo da religião cristã.

Dois desenhos de giz do mestre do Renascimento italiano venderam US $ 48 milhões (no Christie's London em 2009) e US $ 47,8 milhões (na Sotheby's London em 2012).

Fonte: https://news.artnet.com

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Xilogravura e Pintura são as técnicas artísticas que encantaram na entrada da Novela “Velho Chico”



(foto: reprodução/ Tv Globo)

Acredito que muitos já tenham visto esta imagem ou parte dela, e sempre me questionei sobre quem seria o artista a produzir maravilhosa obra que parece estar em movimento. Em vários canais de comunicação é possível encontrar uma reportagem sobre a entrada da novela, mas fiz uma triagem e separei aqui o melhor conteúdo.

A abertura de "Velho Chico" abusa das cores e formas para traduzir os sentimentos da história e a arte regional pelas mão de Samuel Casal e Mello Menezes. Gravado em Florianópolis SC no estúdio da Animaking, o trabalho realizado pelos artistas traduz o universo mitológico e simbólico que permeia o rio São Francisco numa narrativa puramente visual. E para dar rítmo às imagens, Caetano Veloso arremata o conjunto da obra cantando "Tropicália".

O painel principal, que mede 1,8m x 1m, levou cinco dias inteiros para ser realizado, mas a concepção da peça demorou mais tempo: começou com uma reunião com o diretor Luiz Fernando Carvalho e os autores Edmara Barbosa, Bruno Luperi e Alexandre Romano, diretor de arte da abertura e ganhou corpo ap´pos uma viagem à Bahia, onde a equipe acompanhou de perto as gravações da novela.

"Isso nos ajudou muito a compreender a real profundidade artística de trabalho. A produção de arte era tão impecável que até cheiros foram reproduzidos em cada ambiente para ajudar os atores a entrar na história. Voltamos com a certeza de que o processo artístico de uma obra real, desenvolvida de forma artesanal era o caminho certo para contar a história na abertura', explica Romano. Segundo ele, foi Carvalho quem apontou a arte dos muralistas sul-americanos, dos artistas do tropicalismo brasileiro, as platibandas coloridas das casas do sertão e as carrancas e artesanato do São Francisco como fontes de inspiração.



O Ritmo da Correnteza

Para casar as imagens com a canção escolhida para abrir Velho Chico, Tropicália, Romano e sua equipe tiveram um novo desafio. "Foi um presente e, ao mesmo tempo, uma grande responsabilidade para chegar em uma explosão convergente. A música é desconstruída, falando de tudo ao mesmo tempo com uma dinâmica não linear. Nela buscamos pequenas abstrações para representar sua força de forma visual combinada a força da história, juntando ainda as quebras de ritmo". 

Confira o making of da novela:


"Mello é um artista super talentoso e experiente, que passeia fácil por diferentes estilos e tem uma expressividade incrível nas pinceladas. Procurávamos um artista que trabalhasse com entalhe em madeira ou alguma técnica parecida com a xilogravura para termos a dimensão física do volume e do regionalismo, mas não queríamos nada tão tradicional como o cordel. Encontramos o trabalho incrível do Samuel, que era diferente de tudo que já tínhamos visto".

Samuel Casal nasceu em 1974 e é ilustrador profissional desde 1990. Ilustrador freelancer, quadrinhista e gravurista, também colabora com publicações nacionais e internacionais. Começou no jornal de sua cidade, Caxias do Sul (RS). De lá para cá, já publicou sua arte na Superinteressante, Folha de São Paulo, Le Monde Diplomatique, Exame e Die-Gestalten, entre outras. Publicou HQs na Argentina, França, Alemanha, Bolívia, Chile e Espanha.

Faturou oito prêmios HQMix de 2001 à 2007 e é coautor de um pequeno clássico recente da HQ nacional: Prontuário 666: Os Anos de Cárcere de Zé do Caixão (2008).




O desenho foi desenvolvido durante algumas semanas, e a produção final durou cinco dias de trabalhos simultâneos em um galpão/estúdio em Florianópolis: Mello traçou a base a lápis e começou a cobrir com cores e formas simples, e Samuel dava forma aos desenhos. Por fim, Mello voltava e pincelava detalhes.

 O artista Mello Menezes, durante a produção do mural


"Para o processo da animação stop motion (quadro a quadro), que usamos em algumas partes, Samuel precisava traçar e parar para fotografarmos e isso atrapalhava muito a dinâmica do trabalho dele que é muito intuitivo. A conclusão é que mesmo para os dois artistas experientes, todo trabalho foi uma grande novidade", conta Romano.

A história seguia um roteiro, que contempla lendas da região, como a índia Iati, cujas lágrimas após perder seu amor na guerra dão origem ao São Francisco, além de símbolos, como a serpente (o mal e a cobiça do homem pela natureza) e o cardume (o alimento e a vida vindos de suas águas).

"O cardume vai diminuindo, mostrando a realidade atual do rio, onde nos peixes estão ficando escassos por conta da invasão das águas do mar. Voltamos a ver a serpente e depois dela um homem e uma mulher, separados pelo rio. Eles representam um amor proibido, dividido por famílias que disputam o poder sobre a natureza, e mais a frente se enroscam no amor e viram o rio de amor, com as cores da fauna e flora brasileira, que tomam conta do rio. Em seguida, as embarcações e suas carrancas que espantam o mal, para que os navegantes sigam seguros", explica.

Os arquétipos do homem e da mulher, responsáveis por tomar conta da natureza, são banhados pela energia da vida, representada pelo sol. Embalada por "Tropicália", na voz de Caetano Veloso, a abertura ganhou uma reedição para criar relações entre som e imagem.

"Assim, como uma obra de arte numa galeria, nós deixamos para o público diversas formas de interpretar a história, as referências e seus significados", diz.

Ficha técnica da abertura

Direção de Criação: Sergio Valente, Mariana Sá
Criação: Alexandre Romano, Christiano Calvet, Roberto Stein, Renan de Moraes.
Direção: Alexandre Romano
Direção de Arte: Alexandre Romano, Christiano Calvet
Artistas Plásticos: Mello Menezes e Samuel Casal
Edição: Alexandre Romano
Composição e animação digital: Renan de Moraes, Flavio Mac, Gustavo Duval, Felipe Lobo, Wanderson Andre Santos, Alexandre Romano.
Ilustrador Assistente: Igor Ching San
Produção Executiva: Orlando Martins
Logo design: Christiano Calvet
Atendimento: Carla Sá, Bernardo Magalhães, Suzana Prista, Fabienne Verbicaro
Produção e Stop Motion: AnimaKing

Segue link dos artistas:
Mello Menezes
Sanuel Casal