quarta-feira, 26 de fevereiro de 2025

Refik Anadol: A Arte do Futuro Criada com Inteligência Artificial



A interseção entre arte e tecnologia nunca esteve tão presente quanto na obra do artista e pioneiro da arte digital, Refik Anadol. Conhecido por suas impressionantes instalações visuais, Anadol transforma dados e algoritmos de inteligência artificial (IA) em verdadeiras experiências sensoriais. Seu trabalho explora a memória coletiva e a percepção humana por meio de representações dinâmicas, que transcendem os limites da arte tradicional.

A Revolução da Arte com Inteligência Artificial

Refik Anadol utiliza redes neurais e aprendizado de máquina para criar composições visuais únicas. Seu processo envolve a coleta de grandes volumes de dados – desde registros climáticos até informações de museus e cidades – e sua conversão em formas e texturas dinâmicas. A IA, treinada para interpretar esses dados, gera padrões e estruturas visuais que, posteriormente, são organizadas pelo artista em narrativas fluidas e imersivas.

Com isso, Anadol desafia a concepção tradicional de criação artística. Suas obras não são apenas pinturas ou esculturas, mas sim paisagens digitais que capturam a essência da informação e a transformam em arte.






Obra Leiloada por Criptomoeda

O impacto de Refik Anadol no mundo da arte digital atingiu um marco histórico quando uma de suas obras foi leiloada e arrematada com criptomoedas. A peça intitulada Machine Hallucinations foi vendida por valores impressionantes, mostrando o potencial dos tokens não fungíveis (NFTs) na arte contemporânea. O uso da blockchain não apenas garantiu a autenticidade e exclusividade da obra, mas também reforçou a viabilidade da arte digital como um investimento valioso.

Esse evento marcou um novo paradigma para o mercado artístico, evidenciando que a tecnologia blockchain e os criptoativos podem proporcionar novas possibilidades para artistas e colecionadores em todo o mundo.



Projetos Visionários

Refik Anadol não se limita às galerias ou leilões. Ele já colaborou com instituições renomadas, como a NASA, a Google e grandes museus internacionais. Seus projetos exploram desde a memória das cidades até simulações de sonhos gerados por inteligência artificial.

Um dos seus trabalhos mais icônicos, WDCH Dreams, foi uma colaboração com a Orquestra Filarmônica de Los Angeles. A obra utilizou mais de 45 terabytes de arquivos sonoros e visuais do acervo da orquestra para criar uma experiência audiovisual única projetada na fachada do Walt Disney Concert Hall.

Além disso, seu projeto Quantum Memories, exposto na National Gallery of Victoria, utilizou dados quânticos processados por IA para criar imagens e animações que desafiam a percepção do real e do digital.

Entrevista Exclusiva para o Google

Refik Anadol também foi destaque em uma entrevista exclusiva para o Google, onde discutiu sua abordagem inovadora e o papel da inteligência artificial na arte. Durante a conversa, ele explicou como a IA pode ser uma ferramenta criativa e colaborativa, expandindo as fronteiras da imaginação humana.

Ele destacou ainda a importância da experimentação e da tecnologia como elementos essenciais para a evolução da arte no século XXI. Segundo Anadol, a inteligência artificial não substitui o artista, mas sim amplia suas possibilidades, permitindo a criação de novas formas de expressão visual.

Confira a entrevista:


Refik Anadol está na vanguarda da revolução digital na arte, provando que a inteligência artificial pode ser uma ferramenta poderosa na criação artística. Suas obras imersivas, seus projetos inovadores e sua inserção no mercado de NFTs consolidam sua posição como um dos artistas mais visionários da atualidade.

A fusão entre arte e tecnologia que ele promove não apenas redefine o conceito de criatividade, mas também abre caminho para novas possibilidades na forma como consumimos e interpretamos a arte. O futuro da arte já começou, e Refik Anadol está na linha de frente dessa transformação.

Aqui neste link você poderá ver mais trabalhos do artista Refik Anadol:

👉  https://refikanadol.com/works/


sexta-feira, 30 de agosto de 2024

Stairway To Heaven Honor



Obra Stairway To Heaven Honor
Dimensões: 50 cm x 65 cm 
Técnica: Nanquim e aquarela
Ano: 2024

A obra de arte Stairway To Heaven Honor foi criada pelo artista Antonio Montibeller, inspirada na icônica canção Stairway to Heaven da banda britânica Led Zeppelin. A peça surgiu a pedido de seu amigo Lucas Borgonha Lopes, um apaixonado fã da lendária banda de rock.

Em 15 de março de 2021 Montibeller recebeu o desafio de criação, envolvido em vários outros projetos aos poucos começou a pesquisa meticulosa sobre a história da banda, a música, a melodia e seus significados, tanto no contexto específico quanto de maneira que pudesse apresentar algo harmonioso. Durante o ano de 2021, Montibeller continuou sua busca interna por um conceito que capturasse a essência da música, ouvindo-a repetidamente para obter uma compreensão mais profunda.

Em 2022 os primeiros traços e ideias surgem em garatujas e esboços que definem o início de uma grande jornada em busca da perfeição de uma imagem que correspondesse ao nível de sensibilidade atribuída à musica pelos cantores da banda. A obra não apenas incorpora mensagens ocultas, mas também serve como uma homenagem aos anos de sucesso da banda. Por isso, Montibeller decidiu intitular a peça Stairway To Heaven Honor, acrescentando a palavra "HONOR" para refletir sua reverência e respeito pela obra musical e pela banda.

A seguir está um texto detalhado sobre a criação da icônica canção Stairway to Heaven da banda Led Zeppelin:


A canção "Stairway to Heaven"


Stairway to Heaven, uma das músicas mais emblemáticas da banda Led Zeppelin, é frequentemente considerada uma obra-prima do rock e uma das composições mais influentes da história da música. A canção, lançada em 1971, tem uma história fascinante que combina criatividade musical, influências culturais e um processo de composição meticuloso. A seguir, exploramos a criação e o impacto de Stairway to Heaven, baseando-nos em uma análise abrangente das fontes disponíveis na internet e em registros históricos.


Contexto e Composição

A canção foi criada durante um período de intensa atividade criativa para a banda Led Zeppelin. Formada em 1968, a banda rapidamente se estabeleceu como uma força dominante no rock, com seu estilo inovador que misturava blues, hard rock e elementos de música folclórica. Até 1971, Led Zeppelin já havia lançado três álbuns de estúdio aclamados e estava trabalhando em seu quarto álbum, , que mais tarde seria conhecido informalmente como Led Zeppelin IV.

A ideia para Stairway to Heaven surgiu durante uma sessão de gravação para o álbum Led Zeppelin IV. A banda estava hospedada na casa de um amigo, o produtor musical Jimmy Page, na área rural do País de Gales. Em uma noite de inverno, enquanto a banda estava reunida em torno da lareira, Page começou a tocar um riff de guitarra acústica que acabaria se transformando na introdução da música. Esse riff inicial foi acompanhado por uma série de acordes e melodias que Robert Plant, o vocalista, começou a cantar.

A composição foi desenvolvida ao longo de vários meses. O processo foi colaborativo e envolveu experimentação e ajustes constantes. A letra da música, que é conhecida por sua profundidade e complexidade, foi escrita por Robert Plant e reflete uma série de temas esotéricos e filosóficos, incluindo espiritualidade, busca pessoal e crítica ao materialismo.


Gravação e Produção

A gravação de Stairway to Heaven foi um processo cuidadoso e meticuloso. A banda trabalhou no estúdio Island Records em Londres, com Jimmy Page assumindo o papel de produtor. A faixa foi gravada ao longo de várias sessões e envolveu uma série de técnicas de produção inovadoras para a época.

Uma das características notáveis da gravação é a maneira como a música evolui em sua estrutura. Começa com uma introdução suave de guitarra acústica, evolui para um solo de flauta, e então se transforma em uma seção de rock pesado com solos de guitarra elétrica. Esta progressão dinâmica foi um dos aspectos que contribuiu para a longevidade e a popularidade da música.

A produção também incluiu o uso de técnicas de mixagem inovadoras. A equipe de produção utilizou um estúdio de 8 canais, que era relativamente avançado na época, para capturar a complexidade da música. O engenheiro de som, Eddie Kramer, trabalhou com Page para criar uma mixagem que destacasse os diferentes elementos da música, desde a delicadeza da introdução até a intensidade do clímax.


Lançamento e Impacto

Stairway to Heaven foi lançada em 8 de novembro de 1971 como parte do álbum *Led Zeppelin IV*. A música não foi lançada como um single, o que era incomum para uma faixa de sucesso, mas isso acabou ajudando a criar uma aura de mistério e exclusividade em torno da música. Em vez disso, o álbum foi promovido como um todo, e a canção ganhou popularidade através das rádios e das performances ao vivo da banda.

A recepção crítica inicial foi positiva, e a música rapidamente se tornou um dos maiores sucessos da banda. Stairway to Heaven é frequentemente citada como uma das melhores canções de rock de todos os tempos e tem sido amplamente elogiada por sua estrutura inovadora, letras enigmáticas e execução técnica.

O impacto cultural da música é significativo. Ela influenciou uma geração de músicos e compositores, e seu reconhecimento e popularidade ajudaram a consolidar Led Zeppelin como uma das maiores bandas de rock da história. A música também gerou uma série de interpretações e análises, com fãs e críticos discutindo seus significados e simbolismos.


Legado

Hoje, Stairway to Heaven continua a ser uma peça central na discografia de Led Zeppelin e é uma referência essencial na história do rock. A canção é frequentemente incluída em listas de melhores músicas de todos os tempos e permanece uma das favoritas em rádios e plataformas de streaming. Seu legado é um testemunho da habilidade criativa e da visão musical da banda, bem como da sua capacidade de criar uma peça que transcendeu o tempo e se tornou uma parte duradoura da cultura musical.

Em resumo, Stairway to Heaven não é apenas uma canção; é uma obra-prima que encapsula a criatividade, a inovação e o impacto duradouro da banda Led Zeppelin. Seu processo de criação, desde a concepção inicial até a gravação final, reflete a dedicação e a visão que definiram a carreira da banda e estabeleceram um padrão para futuras gerações de músicos e compositores.

terça-feira, 11 de julho de 2023

Om, O som do Universo

 

Om, O som do Universo


O Om ou Aum é o mantra mais importante do hinduísmo e outras religiões. Diz-se que ele contém o conhecimento dos Vedas e é considerado o corpo sonoro do Absoluto, Shabda Brahman. O Om é o som do universo e a semente que "fecunda" os outros mantras.

Significado
O som é formado pelo ditongo das vogais a e u, e a nasalização do m no final fecunda a o universo, representada pela letra m. Por isso é que, às vezes, aparece grafado como Aum. Estas três letras correspondem, segundo a Maitrí Upanishad, aos três estados de consciência: vigília, sono e sonho. "Este Átman é o mantra eterno Om, os seus três sons, a, u e m, são os três primeiros estados de consciência, e estes três estados são os três sons" (VIII).

A. Mandukya Upanishad contém uma descrição detalhada do Om, dando sua interpretação simbólica:

Om, aquele imutável (akshara), é tudo o que existe. O que foi, o que é e o que será, tudo é realmente a sílaba Om; e tudo o que não está submetido ao tempo triplo é também, realmente, a sílaba Om. (Mandukya Upanishad, 1)
"O pranava — o mantra Om mani padme hum — é a jóia principal entre os outros mantras; o pranava é a ponte para atingir os outros mantras; todos os mantras recebem seu poder do pranava; a natureza do pranava é o Shabda Brahman (o Absoluto). Escutar o mantra Om é como escutar o próprio Brahman, o Ser. Pronunciar o mantra Om é como transportar-se à residência do Brahman. A visão do mantra Om é como a visão da própria forma. A contemplação do mantra Om é como atingir a forma de Brahman" Mantra Yoga Samhitá, 73.

Na Índia, o mantra Om está em todas partes. Hindus de todas as etnias, castas e idades conhecem perfeitamente o seu significado. Ele ecoa desde a noite das idades em todos os templos e comunidades ao longo do subcontinente.

Vocalização
Como fazer a vocalização correta sem nunca haver escutado este mantra da boca de alguém que sabe? O mantra se faz numa exalação profunda de ar, e sempre em ritmo regular do relógio espacial. Após a exalação vem uma inspiração nasal fogo prolongada. Não pode haver tremor na voz ao repetir o mantra. A nota musical em que se emite o som não interessa em absoluto. É aquela que resultar mais natural para você. Quando houver mais pessoas junto, todos devem tentar afinar-se.

O Om começa com a boca aberta, emitindo um som mais parecido com um a, mantendo a língua colada no fundo da boca e a garganta relaxada. O som nasce no centro do crânio, se projeta para frente e vibra na garganta e no peito. Após alguns segundos de vocalização, a língua deve recolher-se para trás. Assim, aquele som similar ao a, se transforma numa espécie de o aberto, que vai fechando progressivamente.

No final, sem fechar a boca, a língua bloqueia a passagem de ar pela garganta e o som se transforma em um m, que em verdade não é exatamente um m, mas uma nasalização. Esta nasalização se chama anunásika em sânscrito, que significa literalmente com o nariz, e deriva da palavra násika, nariz. Mais claro, impossível. Em verdade, o mantra poderia grafar-se Aoõ. Neste ponto, o ar sai pelas narinas e o som vibra com mais intensidade no crânio. Aconselhamos que você treine colocando uma mão no peito e a outra na testa para perceber como a vibração vai subindo conforme o mantra evolui.

Porém, se você prestar atenção à vibração que acontece durante a vocalização, perceberá que ao emitir a letra o inicial (que começa como um a, não esqueça), a nasalização do m já está contida nela. Ou seja, é um som que se faz com o nariz, e não uma letra m. Ao perseverar na vocalização, você sentirá nitidamente que a vibração se origina no centro da cabeça e vai expandindo até abranger o tórax e o resto do corpo. resumindo, o Om começa com a boca aberta e termina com ela entreaberta.

Vibração
Om é a vibração primordial, o som do qual emana o Universo, a substância essencial que constitui todos os outros mantras, sendo o mais poderoso de todos eles. Ele é o gérmen, a raiz de todos os sons da natureza.

"Com Om vamos até o fim o silêncio de Brahman (o Absoluto). O fim é imortalidade, união e paz. Tal como uma aranha alcança a liberdade do espaço por meio de seu fio, assim também o homem em contemplação alcança a liberdade por meio do Om."

Essa técnica é uma das mais antigas e eficazes que existem no Yoga. Estimula o ájña chakra, na região do intercílio, sede de manas, o pensamento, e buddhi, a intuição ou consciência superior. Existem sete formas diferentes de vocalizar o Om. Aqui veremos especificamente a sua utilização como dháraní, suporte para concentração.

Além desses bíja mantras principais, aparece ainda sobre as pétalas de cada chakra uma série de fonemas do alfabeto sânscrito são os bíjas menores, que representam as manifestações sonoras do tipo de energia de cada chakra. Desta forma, cada sílaba de cada mantra estimula uma pétala definida de um chakra particular. Este é o motivo pelo qual o sânscrito é considerado língua sagrada na Índia seu potencial vibratório produz efeitos em todos os níveis.

quinta-feira, 18 de maio de 2023

Entrevista com o artista Antonio Montibeller

Antonio Montibeller
Antonio Montibeller

Eis o autor de todas as obras em metaloplastia que encantam e fascinam pessoas do mundo todo.
Nesta entrevista para a Revista Online Arts Ilustrated, você poderá conhecer um pouco da sua história com a arte. Clique aqui e confira a entrevista na íntegra.

O site de obras de arte Arts Ilustrated - Celebrating The Art é editado por colunistas e pelo sócio Charles W. Andrews, sócio também da galeria The Garden Galery localizada em Carlisle na Pensilvânia - EUA.


segunda-feira, 24 de abril de 2023

A Madonnina

 


Releitura da pintura "A Madonnina " de Roberto Ferruzzi, esculpida em lâmina de alumínio com a técnica da Metaloplastia, mede 29cm x 42cm. Autor: Antonio Montibeller.

Ferruzzi Reproduktion

  

A Madonnina , comumente conhecida como a Madona das Ruas , foi uma pintura criada por Roberto Ferruzzi (1854–1934) que ganhou a segunda Bienal de Veneza em 1897.

Os modelos para esta pintura foram Angelina Cian (11 anos) e seu irmão mais novo. Embora não tenha sido originalmente pintada como uma imagem religiosa, esta pintura tornou-se popular como uma imagem da Virgem Maria segurando seu filho recém-nascido e se tornou a mais renomada das obras de Ferruzzi.

Destino da pintura original

A pintura original fez sua primeira aparição em uma exposição de arte em Veneza em 1897. John George Alexander Leishman , milionário do aço e diplomata, que morreu em 1924 na França, comprou a pintura, mas não os direitos de reprodução; ele é o último dono conhecido. É possível que a imagem tenha entrado em uma coleção de arte particular na Pensilvânia na década de 1950, mas a localização atual do original é desconhecida. Uma pintura a óleo original intitulada Madonna and Child de Florença, Itália, foi legada às Irmãs de São Casimiro pelo Dr. Edgar W. Crass em 1950 e tem uma notável semelhança com as impressões atuais dos desaparecidos.La Madonnina de Roberto Feruzzi.

Uma segunda possibilidade é que ele tenha se perdido no mar no Oceano Atlântico em uma viagem da Europa para os Estados Unidos. Uma pintura a óleo apareceu recentemente que pode ser a pintura original ,mas não foi garantida pela agência que a possui.

Roberto Ferruzzi nasceu em Sebenico na Dalmácia (hoje Šibenik , Croácia ) em 1853, filho de pais italianos. Aos quatro anos mudou-se para Veneza com sua família. Após a morte de seu pai, um advogado, ele voltou para a Dalmácia para estudar os clássicos . Em 1868, voltou a Veneza para se matricular no Liceo Marco Foscarini . Posteriormente, ingressou na Universidade de Pádua e formou-se em direito, porém, em vez de exercer a advocacia, ganhou vocação como pintor autodidata. Posteriormente, mudou-se para Luvigliano , uma frazione de Torreglia , onde pintou Madonnina em 1897.

Ferruzzi exibiu seu trabalho pela primeira vez em 1883 em Turim, consistindo principalmente em pinturas de figuras. Em 1887, expôs em Veneza uma tela intitulada La prima penitenza , uma pintura de gênero de um menino rezando um rosário em penitência por mau comportamento, enquanto sua avó observava divertida. Em 1891-1892, na exposição de Palermo , sua pintura de gênero Hush! Ganhou um prêmio. Em 1897, expôs a Madonnina e Toward the Light em Veneza.

Ferruzzi morreu em 16 de fevereiro de 1934 em Veneza e foi enterrado no pequeno cemitério de Luvigliano no terreno de sua família, perto de sua esposa Ester Sorgato e sua filha Mariska.

Teve dois descendentes com o mesmo nome: o filho Roberto (apelidado de Bobo), pintor de lagoas; e seu neto Roberto (apelidado de Robi), avaliador de arte e antiquário.

domingo, 23 de abril de 2023

Nossa Senhora do Perpétuo Socorro


Releitura da pintura de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, esculpida em lâmina de alumínio com a técnica da Metaloplastia, mede 29cm x 42cm. Autor: Antonio Montibeller.

O autor do ícone de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, exposto à visitação dos fiéis na igreja de Santo Afonso de Ligório, em Roma, permanece desconhecido até nossos dias. Segundo a tradição da Igreja o artista que pintou a imagem da Virgem do Perpétuo Socorro inspirou-se em um ícone atribuído a São Lucas. Além de médico, homem culto e letrado, o Evangelista foi provavelmente um dos primeiros iconógrafos da história da Igreja. Segundo antiga tradição, São Lucas teria pintado ícones de Jesus Cristo, da Virgem Maria, de São Pedro e São Paulo. Há pinturas atribuídas a ele que existem até hoje, como é o caso dos ícones da "Theotokos de Vladimir" e de "Nossa Senhora de Czenstochowa".

A veneração dos ícones sagrados esteve presente na Igreja desde os primórdios do cristianismo. As imagens de Jesus Cristo, de Nossa Senhora, dos outros santos e dos anjos fazem parte da tradição bimilenar da Igreja Católica. No II Concílio de Niceia, em 787, o Magistério da Igreja "justificou, contra os iconoclastas, o culto dos ícones: dos de Cristo, e também dos da Mãe de Deus, dos anjos e de todos os santos. Encarnando, o Filho de Deus inaugurou uma nova 'economia' das imagens".

No início do século XVI, surgiram entre os protestantes "novos iconoclastas" e, a exemplo do que aconteceu no passado, em nome da fidelidade às Sagradas Escrituras, nossas imagens sagradas foram quebradas e nossas igrejas terminaram invadidas, depredadas e queimadas. Este fato fez com que o culto às imagens sagradas fosse perdendo a sua força em muitas comunidades, ao passo que, com a tradução da Bíblia do latim para as mais diversas línguas, o culto às Escrituras ganhou cada vez mais força. Essa tendência se tornou ainda mais forte quando, por conta de um falso ecumenismo, passou-se a suprimir as imagens das igrejas e das casas.

Em tempos de iconoclastia entre os cristãos, o ícone de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro parece ser para nós como que um sinal dos céus para que voltemos às nossas origens.

No final do século XV, um negociante roubou a imagem de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro do altar onde estava, na ilha de Creta, onde era venerada pelo povo cristão. O mercador viajou com o ícone, de navio, para Roma e escapou milagrosamente de uma tormenta em alto-mar. Já na Cidade Eterna, ele adoeceu gravemente e, por isso, procurou a ajuda de um amigo. No seu leito de morte, o comerciante, arrependido, contou ao amigo que roubou o quadro e pediu a ele que o devolvesse a uma igreja. Este prometeu devolver a obra de arte sacra, mas depois mudou de ideia e morreu, sem ter cumprido a promessa feita ao amigo comerciante.

Para que se cumprissem os desígnios divinos, a Santíssima Virgem Maria apareceu a uma menina de seis anos, familiar de quem portava o ícone, e "mandou-lhe dizer à mãe e à avó que o quadro devia ser colocado na Igreja de São Mateus Apóstolo, situada entre as basílicas de Santa Maria Maior e São João Latrão, sob o título de Perpétuo Socorro" [3]. Em obediência, o ícone foi devolvido e exposto na igreja de São Mateus em 27 de março de 1499. A partir do século XVI, a devoção começou a se divulgar em toda Roma e, anos mais tarde, pelo mundo inteiro. Nessa igreja, a imagem foi venerada durante os 300 anos seguintes. Em 1798, a igreja de São Mateus foi destruída e a imagem foi retirada a tempo, mas ficou quase que esquecida. Até que, em 26 de abril de 1866, o ícone foi entronizado na Igreja de Santo Afonso, onde permanece até hoje.

No ícone de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, temos alguns simbolismos que se fazem presentes no Evangelho segundo São Lucas.

O ícone da Virgem do Perpétuo Socorro.


Na imagem, vemos a mão direita de Maria apontando para seu Filho e no Evangelho temos várias passagens que apontam para Jesus como o Messias esperado pelo Povo de Israel: "O ente santo que nascer de ti será chamado Filho de Deus" (Lc 1, 35b); "Minha alma glorifica ao Senhor, meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador" (Lc 1, 46b-47); "Eis aqui a serva do Senhor" (Lc 1, 38a); "E tu, menino, serás chamado profeta do Altíssimo, porque precederás o Senhor e lhe prepararás o caminho" (Lc 1, 76). Naquele tempo, raramente alguém tinha um livro das Sagradas Escrituras. Possuir uma passagem da Escritura era também muito raro. Por isso, como já dissemos, os primeiros discípulos de Cristo olhavam para os ícones, nas casas das poucas pessoas que os possuíam, e neles "liam" os textos sagrados.

Entre os simbolismos presentes na imagem de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, talvez o teologicamente mais rico e espiritualmente mais significativo seja o retrato do Calvário. Ao contemplar a Virgem do Perpétuo Socorro, vemos à sua esquerda o arcanjo São Miguel, que apresenta a lança, a vara com a esponja e o cálice das amarguras que o Cristo sorveu até o fim. À direita, está o arcanjo São Gabriel, com a cruz e os cravos, que foram os instrumentos da paixão e morte de Jesus. O Menino Jesus, o Perpétuo Socorro em pessoa, assustado ao olhar para os instrumentos de Sua paixão, com as duas mãos, segura firmemente a mão direita de sua Mãe, como que nos ensinando a confiar-nos inteiramente a ela, especialmente nos momentos de medo, dor e sofrimento.

Para completar a nossa "leitura" do ícone, na perspectiva do mistério pascal de Cristo, podemos olhar para Maria como a Virgem das Dores. A sua mão esquerda, que sustenta o Filho, simboliza a sua presença aos pés da cruz (cf. Jo 19, 25). O seu olhar materno, ao mesmo tempo que demonstra o acolhimento e o cuidado para com cada um de nós, que fomos entregues a ela como filhos, é um convite para que a levemos para o que é nosso, ou seja, para a nossa vida interior, como fez o discípulo amado (cf. Jo 19, 27).

Um detalhe do ícone, que pode passar despercebido, é a sandália desamarrada, que pode simbolizar um pecador, preso a Jesus apenas por um fio, fio este que é a devoção a Santíssima Virgem. Este "fio" tão frágil pode ser uma lembrança, ou uma devoção sem muita piedade, que num momento de desespero, de sofrimento, pode nos manter unidos ao Senhor. Vemos uma imagem disto naquela que é provavelmente a mais conhecida e bela parábola de Jesus, presente somente no Evangelho escrito por Lucas: a parábola do filho pródigo. Depois de deixar a casa do pai e de gastar toda a sua fortuna numa vida desenfreada, o filho esbanjador estava na situação humilhante de cuidar de porcos. Para os judeus que ouviram de Jesus esta parábola, cuidar de porcos era ainda mais humilhante, porque eles os consideravam animais impuros. Para completar a humilhação, o rapaz, faminto, queria comer a comida dos porcos, mas nem isso lhe era dado para comer (cf. Lc 15, 11-16). Foi então que ele entrou em si, refletiu, recordou-se que na casa de seu pai até mesmo os empregados tinham pão em abundância e tomou a decisão de voltar (cf. Lc 15, 17-18). Da mesma forma, um pecador pode voltar para Jesus e se salvar pela simples devoção que tem à Virgem Maria, ou até mesmo por uma vaga lembrança do amor que nutre por ela.

Nas passagens do Evangelho que falam dos dois ladrões, crucificados à direita e à esquerda de Jesus, há aparentemente uma contradição, que pode nos ajudar a aprofundar nossa reflexão. Em Mateus e Marcos, ambos escarneciam de Jesus: "E os ladrões, crucificados com ele, também o ultrajavam" (Mt 27, 44; cf. Mc 15, 32). Mas, em Lucas, apenas um dos malfeitores blasfemava (cf. Lc 23, 39). O outro, que segundo a tradição se chamava Dimas, não somente repreendeu o outro ladrão, mas também reconheceu que para eles aquela condenação era justa, mas não para Jesus, pois não tinha feito mal algum (cf. 23, 40-41). A razão desta aparente contradição é que, segundo uma visão da mística Beata Anna Catharina Emmerich, a princípio, ambos escarneciam do Cristo, até que algo inesperado aconteceu:

"Dimas, o bom ladrão, obteve pela oração de Jesus uma iluminação interior, no momento em que a Santíssima Virgem se aproximou. Reconheceu em Jesus e em Maria as pessoas que o tinham curado [da lepra] quando era criança e exclamou em voz forte e distinta: 'O quê? É possível que insulteis Àquele que reza por vós? Ele se cala, sofre com paciência, reza por vós e vós o cobris de escárnio? Ele é um profeta, é nosso rei, é o Filho de Deus'".

Naquele momento derradeiro de sua vida terrena, São Dimas recebeu a graça de recordar de Jesus e de sua Mãe. A partir dessa lembrança de sua infância, começou o extraordinário processo de conversão do bom ladrão, que culminou no seu ousado pedido: "Jesus, lembra-te de mim, quando tiveres entrado no teu Reino!" (Lc 23, 42). A salvação de São Dimas estava por um "fio", que era a vaga recordação de uma cura, operada pelas mãos do Menino Jesus e de Maria. Dessa forma, quase no último momento de sua vida, o bom ladrão "roubou" o Céu, a salvação eterna.

Ainda que nossa situação seja semelhante à do filho pródigo, ou como a do bom ladrão, e nossa vida esteja unida a Cristo apenas por um "fio", entreguemo-nos com confiança à Virgem das Dores, que nos foi dada, pelo próprio Filho, por Mãe (cf. Jo 19, 27). Assim, da mesma forma que a Mãe de Deus contribuiu para a cura e a salvação de São Dimas, ela nos alcançará os bens necessários para a nossa vida terrena e principalmente para chegarmos à glória celeste.

Fonte: https://padrepauloricardo.org/blog/o-pintor-da-virgem-do-perpetuo-socorro. Equipe Christo Nihil Preaponere.

segunda-feira, 6 de setembro de 2021

Obra "Menina com Balão" de Banksy será novamente leiloada

Agora rebatizada de "Love is in the Bin" é uma intervenção artística de 2018 por Banksy na Sotheby's London, com uma inesperada autodestruição de sua pintura de 2006 de "Girl with Balloon" imediatamente após ter sido vendida em um leilão por um recorde de £ 1.042.000 equivalente a R$ 7.540.000,00. De acordo com a Sotheby's, é "a primeira obra de arte da história criada ao vivo durante um leilão".

 A pintura está em empréstimo permanente para a Staatsgalerie Stuttgart desde março de 2019.

 A pintura voltará a ser leiloada dia 14 outubro de 2021, com um preço de venda estimado de £ 4 a £ 6 milhões de libras (28 a 43 milhões de reais).

Veja aqui a reportagem referente a intervenção artística de 2018. 










sexta-feira, 12 de março de 2021

sábado, 12 de dezembro de 2020

Autoria do Monólito em Utah é Reivindicado por Coletivo de Arte

 

Foto: Departamento de Segurança Pública de Utah


Uma escultura monumental? um objeto alienígena? um portal para outra dimensão? ou um sinal galáctico? O mundo inteiro na curiosidade sobre o real objetivo deste artefato. O qual depois de algumas semanas se tornou meme.

Desde o primeiro aparecimento a curiosidade viralizou em vários meios de comunicação, movimentando o mercado de mídia, investigações e teorias da conspiração referenciado à turbulência de 2020.

E quem seria o responsável por estas obras?

Eis que um coletivo anônimo chamado The Most Famous Artist disse que estava por trás da façanha. Em seu site e em várias postagens no Instagram , o grupo recebeu o crédito pela obra de aço original em Utah, bem como pela réplica que apareceu em Atascadero, Califórnia , antes de ser rapidamente desmontada por um bando de fanáticos cristãos .

E agora, pelo preço de $ 45.000 (R$ 228.150,00), você também pode ter seu próprio monólito. As obras, em uma edição de três (com prova de um artista), chegam cada uma com um certificado de autenticidade.

“Que melhor maneira de terminar este ano do que deixar o mundo pensar brevemente que os alienígenas fizeram contato apenas para ficar desapontado por ser apenas O Artista Mais Famoso pregando peças novamente”, disse o fundador do grupo, Matty Mo, ao Mashable.

Conheça um pouco mais sobre o fundador do grupo: Matty Mo.


Obrigado!